domingo, 2 de dezembro de 2012

O que é Manutenção Produtiva Total - MPT


      Manutenção Produtiva Total 

A  Manutenção Produtiva Total é uma metodologia de gestão industrial que busca uma mudança de cultura de trabalho, enfatizando a prevenção de falhas no equipamento em vista a eliminação de perdas da produção.


Segundo Nakagima apud Chiaradia (2004), se referindo a palavra Total, diz que a metodologia sugere três características: a busca da efetividade total relacionada à rentabilidade e eficiência econômica, a prevenção total da manutenção e a participação total dos funcionários por meio das atividades de pequenos grupos.

A prática abordada na filosofia TPM procura a melhor taxa de utilização dos equipamentos, a busca do zero defeito, os custos são decorrentes do equipamento em relação ao tempo e a quantidade de intervenções no seu ciclo de vida.

Para Fleming & Fraça citado por Marcorin & Lima (2003), a Manutenção Produtiva Total (TPM) é mais de que uma ferramenta de manutenção, trata-se de uma filosofia de trabalho que busca a manutenção da produtividade.

Marconi & Lima (2003), dizem que a Manutenção Produtiva Total está baseada em alguns pilares, entre eles: melhorias especificas, manutenção autônoma, manutenção planejada, manutenção da qualidade e treinamento.

 Menezes & Almeida (2001), dizem que a TPM abrange um vasto conjunto de atividades de manutenção que visam a melhoria do desempenho e a produtividade dos equipamentos de uma fabrica, atingindo o máximo rendimento global da empresa.

“Assim, em sua definição atual, TPM está se transformando em “Gerenciamento Produtivo Total”:o método, inicialmente aplicado nas fabricas, passou a ser adotado para todos os processos da empresa, incluindo as atividades de melhoramento da Qualidade, segurança e cuidados ambientais, projetos de máquinas, trabalho de escritórios e muitos outros. Por conta disso, muitos defendem que a TPM é a estratégia mais adequada para atingir competência de classe Mundial”. (MENEZES & ALMEIDA, 2001, p. 95)

A metodologia propõe medidas para avaliar as perdas por meio de cálculos do Índice de Rendimento Operacional Global, proposto por Nakajima, pioneiro do TPM.

A eficiência global é afetada por pequenas paradas e perdas de rendimento da máquina. O aumento desse índice é consequência da eliminação criteriosa destas perdas, que podem ser entendidas como a diferença entre a eficiência alcançada e a máxima possível. É premissa da filosofia, otimizar a eficiência global dos equipamentos (OEE), buscando a quebra zero das máquinas, é mensurada a partir da identificação das seis grandes perdas, e calculadas através do produto dos índices de Disponibilidade, Performance e Qualidade (NAKAJIMA apud  CHIARADIA, 2004)

OEE = Disponibilidade X Performance X Qualidade.

A TPM tem como princípios a reformulação e a melhoria da estrutura empresarial a partir da reestruturação e melhoria dos colaboradores e dos equipamentos, com o envolvimento de todos os níveis hierárquicos e a mudança organizacional diante do novo desafio .

O processo de implantação da metodologia depende da conscientização dos funcionários. É um processo contínuo, que foca na qualidade de vida do operador, ele torna-se a principal peça para o sucesso do programa, pois mantêm contato diário com a máquina.

O programa por meio de seus preceitos busca a quebra zero de equipamentos, a melhoria contínua e a qualificação da mão de obra. Torna o processo mais confiável, uma manufatura mais enxuta, e consequência disso é a redução dos custos de manutenção.

Para o sucesso na implantação do programa, é necessário o efetivo apoio da alta gerência e a mudança da cultura organizacional. Isso acontece com a adoção de novas práticas: intensificação da manutenção autônoma, sistematizar o controle através da mensuração dos desempenhos, mudar a postura diante da manutenção planejada, deve-se portanto, perseguir a meta estipulada pelo planejamento estratégico.

Ferramentas para Gestão da Manutenção

Entendendo a Manutenção em função do Sistema de Produção.

Sistemas de Administração da Produção e a Manutenção.


domingo, 22 de julho de 2012

Engenharia Mecânica

       Utilizando de conhecimentos de cinemática, dinâmica, materiais, termodinâmica, energia, fluidos, acústica, métodos de projetos, metrologia, processos de fabricações, entre outras, a Engenharia Mecânica desenvolve e projeta máquinas, equipamentos, veículos, sistemas de aquecimento e de refrigeração e ferramentas específicas da indústria mecânica.
O Engenheiro Mecânico pode atuar em todos os setores industriais, principalmente as de atividades mecânicas, tais como: montadoras de veículos e autopeças, indústrias de construção de máquinas e equipamentos, indústria naval, aeronáutica, petroquímica, informática, serviços, assistência técnica, etc. desempenhado funções técnicas, coordenação, supervisão, gerenciamento, projetos, produção, controle, vendas, ensino, pesquisa, dentre outras.
Não podemos imaginar nossa vida sem o auxilio de máquinas, em todo setor ela esta envolvida, seja no transporte, na geração de energia, produção de materiais, etc. O engenheiro mecânico é o profissional qualificado, habilitado para projetar, construir, realizar manutenção e operação todo tipo de máquinas, equipamentos, instalações de sistemas mecânicos. O objetivo do curso de Engenharia Mecânica então é formar estas pessoas para atender a necessidade da indústria moderna.
Durante os dois primeiro anos do curso, o aluno estuda as disciplinas básicas, inerentes aos cursos de engenharia, envolvendo Cálculos, Física, Química, Computação, Álgebra, posteriormente, adentram ao mundo da mecânica, com as matérias especificas, Mecânica dos Fluidos, Termodinâmicas, Hidráulica, Pneumática, Processos de Fabricação, Desenhos e Projetos de Máquinas, Resistências dos Materiais, dentre outras, além de diversos laboratórios de aulas práticas, no último estágio do curso, o aluno é convocado a colocar em prática todo conhecimento adquirido, seja através do estágio supervisionado, ou no desenvolvimento do trabalho para conclusão do curso (TCC).
O estudante de engenharia deve ter facilidade para cálculos, interesse pelo conhecimento científico, raciocínio abstrato, facilidade para resolução de problema de natureza física. É indispensável o domínio de idiomas e de informática, a atualização constante na área de tecnologia, especializações, valoriza o currículo do profissional.
O setor que mais emprega o engenheiro mecânico atualmente é a indústria, sejam em montadoras de automóveis, autopeças, petroquímicas, metal-mecânica, naval, aeronáutica, etc. No entanto, empresas de serviços de manutenção, consultorias, comércio, também absolvem esta mão de obra, ele também pode atuar como profissional liberal.

  Show de Mecânica

 Manutenção Produtiva Total - MPT

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

PLANEJAMENTO E GESTÃO DA MANUTENÇÃO - Parte III


      GESTÃO DA MANUTENÇÃO

A gestão da manutenção eficaz tem como meta a maximização da capacidade produtiva. Para atender a isso é necessário medir e, através de indicadores, obter parâmetros para melhorar o desempenho dos equipamentos, obtendo assim uma redução do número de paradas, por aplicação de técnicas de manutenção que permitam a excelência no serviço, aumentando o tempo de disponibilidade do equipamento.
A produção da manufatura depende de equipamentos, o estado dessas máquinas irá determinar a qualidade e a produtividade, falhas podem comprometer a conformidade e a quantidade.  Uma máquina estando com a capacidade reduzida também afetará o número de peças fabricadas, e comprometer a programação do PCP (Planejamento e Controle da Produção), pode não atingir o estabelecido no  plano.
A deterioração das condições ótimas do equipamento leva ao desvio no processo. Conforme Souris (1992), a maior eficiência no sistema produtivo é alcançada com maior qualidade, a manutenção representa a peça chave para o sucesso do planejamento da produção. Havendo a escolha de uma política adequada de manutenção, pode-se garantir que o processo não seja interrompido com paradas inesperadas de equipamentos, evidenciando que a qualidade e a produtividade dependem da confiabilidade das máquinas.
Segundo Comitti (2006), a conseqüência óbvia da quebra de um componente é o custo de sua reparação. A falta da manutenção ou a não manutenção pode ocasionar queda na produtividade, e a redução do desempenho. Pode-se dizer, portanto, que a escolha errada por uma dada política de manutenção, trás custos adicionais relacionados à falta de produtividade, custos com horas extras para cumprimento da produção até perda de contrato,  todos mensuráveis, além de outras perdas não mensuráveis, como o desgaste da imagem da empresa, KARDEC & NARCIF citado por MARCORIN & LIMA (2003).
A eficiência do equipamento irá garantir uma produtividade confiável, os baixos desempenhos das máquinas trazem perdas na produção. O estudo para elevar a confiabilidade e reduzir a parada inesperada deve ser realizado para aumentar a eficiência do sistema produtivo. Apesar da confiabilidade e manutenabilidade serem, por definição, fatores intrínsecos do equipamento e dependerem da concepção do projeto , há certos fatores que podem influenciá-las como: condições gerais do equipamento, disponibilidade de peças, limpeza, treinamento da equipe de manutenção.
A confiabilidade e manutenabilidade são adotadas por políticas modernas e, caso não sejam aplicadas, pode-se incorrer em gastos com mão de obra, ferramentas e instrumentos, materiais empregados nos reparos, subcontratações, além do custo decorrente de falhas das máquinas.
Formar uma cultura de manutenção requer que seja estabelecida uma política com objetivos claros, que garanta melhores resultados organizacionais, por meio de processos de manufatura confiáveis e disponíveis, FABRO (2003).
A gestão da manutenção irá determinar fatores para melhorar a eficiência no sistema produtivo,  isso será alcançado com:
a) a atuação das equipes – elas devem ter um alto padrão de profissionalismo e  desempenho. Os gestores devem proporcionar treinamento, atualizações constantes e disponibilizar equipamento e ferramentas adequadas, além de proporcionar um ambiente adequado para a execução do trabalho, isso será a garantia de uma equipe habilitada a desempenhar sua função eficazmente.
b) desempenho dos equipamentos – adotar políticas pro ativas que dominem o equipamento, empregando sobressalentes que atendam a performance da máquina e não perca continuidade do desempenho, garantindo assim o perfeito funcionamento das máquinas.
c) melhorias continuas – buscar através do aperfeiçoamento continuo da equipe, das técnicas de manutenção, do estudo de parâmetros dos equipamentos, melhorar os equipamentos.
Esses fatores podem levar a manutenção a patamares de qualidade do serviço, beneficiando a produtividade.
A evolução da tecnologia remete para manutenção complexa, onde a comunicação e a velocidade da informação é fator preponderante para orientar o planejamento.
A execução da manutenção passa por um planejamento que irá conduzir a eficiência operacional. Isso é possível apenas quando a equipe de manutenção encontra-se capacitada, motivada e treinada para acompanhar a evolução tecnológica e as exigências do mercado.

   PLANEJAMENTO E GESTÃO DA MANUTENÇÃO - Parte II


terça-feira, 26 de abril de 2011

Circuitos Elétricos

Eletricidade Básica
Definição – Iremos definir circuito elétrico como qualquer caminho por onde a corrente elétrica flui, podendo ser um circuito aberto ou fechado. Para nosso entendimento vamos levar em consideração os circuitos fechados, que são aqueles que são formados por vários componentes elétricos, para o circuito aberto o importante saber apenas que nele a corrente é interrompida em um determinado ponto, não permitindo mais o fluxo.
Os circuitos podem ser: série, paralelo e misto (série-paralelo).
Circuitos em série.
Os circuitos em série são aqueles no qual os componentes estão ligados sucessivamente um após o outro, sendo que há apenas um terminal em comum, o fluxo da corrente segue uma trajetória única com mesma intensidade, a tensão é dividida entre os seus componentes.
Para os nossos exemplos de circuito em série iremos levar em consideração apenas o uso da resistência, assim no circuito abaixo, verificaremos o que ocorre em um circuito em série.

       Fig. 1 - Circuito em série
As resistências encontram-se uma ligada sucessivamente, uma após a outra, formando um circuito em série, por convenção o fluxo da corrente flui do pólo positivo para o negativo, ou seja, o terminal de maior potencial para o de menor potencial.
A resistência total ou resistência equivalente será a soma das resistências, no casso podemos substituir os resistores por apenas um, com valor equivalente a soma de todos os outros.
Assim, para a fig.1 teremos:, Rt = R1+R2 ; e  Rt = R1+R2+R3+R4+R5.

Circuitos em Paralelo.
Os circuitos paralelos são aqueles nos quais seus terminais estão ligados em pontos comuns, o fluxo de corrente ao passar por esse ponto ou (nó) em comum é dividida para cada ramo. Dependendo do valor da resistência do ramo ira variar o fluxo de corrente que irá passar por ele, a tensão será a mesma para todas resistências em paralelo. Então, para um circuito em paralelo a corrente total será a soma das correntes que passam por cada resistência.
              
Fig. 2 – Circuito em Paralelo.


No circuito da Fig. 2 teremos a o inverso da resistência total igual a soma dos inversos das resistências parciais.






A corrente total será a soma das correntes individuais de cada ramo.
Assim;     It = I1 + I 2;


Circuitos Mistos (Série-Paralelo).
São circuitos que integram em um só as características dos circuitos em série e o paralelo, isto é: possui componentes ligados um após o outro e ou ligados em pontos comuns, abaixo vemos uma figura representando essa ligação.
     







 Fig. 3 – Circuito Série-Paralelo.

A resistência total para esse circuito será:
     







Bibliografia

     Eletricidade Básica - Instrumentação, SENAI -ES, 1999.

     Hamilton, Fundamentos de Eletroeletrônica, vol 1, Apost.
      Eletricidade para Mecânico, SENAI - PR, 2004.


Eletricidade Básica – Conceitos e Definições.
Lei de Ohm
Lei de Kichhoff



terça-feira, 19 de abril de 2011

Internet no Brasil

No final do século XX e inicio do XXI podemos afirmar que uma das tecnologias que mais ajudaram a revolucionar o mundo moderno foi o uso das telecomunicações, no inicio timidamente, agora as mudanças são cada vez mais profunda e rápida, impulsionando a economia dos países e o modo de vida das pessoas. O inicio da implantação da telefonia móvel  no Rio de Janeiro data de 1990 e o uso comercial da  internet no Brasil em 1995, atualmente o número de celulares supera o numero de habitantes, a qualidade do serviço não condiz com a dimensão da nossa economia.
“No mundo urbanizado de hoje, a internet é simplesmente imprescindível – principalmente nas empresas”, as grandes companhias, multinacionais, todo o processo é feito por meio da rede, necessitando de qualidade e velocidade. No Brasil isso ainda é um problema, comprometendo a o crescimento econômico, enquanto a média do pacote de dados mensal em 3G mundial é de 46,5 dólares, no nosso país e de 120 dólares, a nossa velocidade média é de 1,3 Mbps, muitos países possuem redes com 100 e até 1000 vezes mais rápido que a nossa. No Tennessee (EUA) já é oferecido velocidade de 1 Gbps, nessa corrida tecnológica, a ponta é disputada pela Coréia do Sul, Japão, Suécia e EUA, lá um filme pode ser baixado em poucos segundos.
A utilização da tecnologia 3G oferecida por nossas operadoras, não mudou muita coisa na nossa conectividade nas cidades, apesar do salto do numero de usuários, as reclamações são freqüentes principalmente com algumas zonas de sombra, que são locais que é impossível a conexão além da segurança e velocidade.
A solução para isso é a utilização da tecnologia de fibra ótica, que ainda é raridade nas nossas cidades, sendo a maioria de nossa conexão ainda realizada por fios de cobre, a substituição segundo um levantamento feito por uma consultoria PwC e Urban Systems para Exame seria de 19 bilhões de reais. Um projeto lei que tramita no Senado seria uma alternativa para que operadoras de telecomunicações adentrassem ao mercado de TV, e, portanto seria interessante que elas investissem em fibra óptica. Enquanto governo, operadora de telefonia e televisão aberta não se entendem, nossas cidades continuarão longe de uma internet de qualidade, gerando problema para nossa economia.

Bibliografia

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Gestão de Pessoas

JLN, Augusto

A formação e o alinhamento profissional para a nova demanda.

O contexto profissional em que estamos advêm de uma mudança ocorrida com a globalização e as crises, as empresas tiveram que se adequar as novas realidades. Com o mercado cada dia mais competitivo, uma exigência para a excelência em produção, prestação de serviço é que os profissionais estejam alinhados aos objetivos das corporações. Assim o profissional do século XXI tem que ter multifuncionalidades.
Os empregados não são mais meramente aqueles que sabem fazer, além de saber fazer tem que querer aprender, e saber ser. No século da informação aquele que estiver inteirado dos fatos e acontecimento ligados as novas tecnologias, mantendo-se constantemente atualizado, integrando sinergicamente a empresa terá maiores chances, a autonomia será fundamental, assim como a iniciativa para o desenvolvimento da criatividade, além de estar sempre pronto para colaborar, atuando em equipes, saber trabalhar coletivamente é fundamental, essas são algumas exigência do mercado.
O crescimento econômico no Brasil gerou escassez de mão de obra então, fica bem difícil encontrar esse profissional pronto. Além que as instituições não estavam preparadas para formação dessa mão de obra com tamanhas exigências. O processo pedagógico vem sofrendo adaptações para atender a necessidades dessa formação, os professores não são mais meros transmissores de conhecimentos e conteúdo, é exigido assim uma nova postura do profissional da educação, alinhada com as atuais demandas da sociedade, em sala de aula ele deve sempre buscar a participação do aluno através de problematização do dia-dia, o questionamento, a troca de informações e de vivencias prática, preparando o aluno para a o desenvolvimento de competências, de forma abrangente e sistêmica, isso será alcançado com o desenvolvimento pessoal, aprendendo a ser polivalente, a flexível, a intercambiável e multifuncional, tendo o professor também o papel de despertar o aluno para a realidade.
Portanto, na atual conjuntura do mercado de trabalho, o profissional deve ser compreendido muito mais como uma relação complexa entre a técnica e o conhecimento, do cidadão consciente, posicionado criticamente, tanto tecnicamente como socialmente. As empresas estão a procura de dinamismo, raciocínio abstrato e pessoas que saibam resolver problemas.


Gestão Ambiental - Redução de custos.
PLANEJAMENTO E GESTÃO DA MANUTENÇÃO - Parte I
Gestão da Qualidade – O método 5 S.
Internet no Brasil
Gestão de pessoas - Complexidade da formação de um banco de talentos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Gestão de pessoas.



Gestão de pessoas - Complexidade da formação de um banco de talentos.


      Hoje o mundo das organizações é de alta competitividade, pequenos detalhes podem determinar uma grande fatia de mercado, cada vez mais exigente. Os gestores devem estar sintonizados com as tendências, inovações, legislação do local, para que possa estar em igualdade de competição.

     Com a crescente concorrência entre as organizações, é necessária a formação de equipes altamente competentes, capazes de desempenhar o seu trabalho o melhor possível, por isso é lançada a gestão de pessoas o desafio de captar esses talentos e locar em lugares que possibilitem o maior rendimento.

     Acreditar, envolver, criar valores em uma empresa, determinar padrões de comportamento para os colaboradores, é uma nova cultura organizacional inserida nas grandes empresas.

      As empresas possuem organogramas delimitando atuações, nivéis hierárquicos, com suas diversas funções e atribuições. Requer então, a pessoa certa para o cargo certo, e que o profissional corresponda ao esperado.

     As funções existentes têm que ter determinado os perfis requeridos para o cargo, às competências esperadas por seus gestores, e o potencial de todos os colaboradores da equipe devem ser trabalhados para que seja buscada a excelência da equipe e se necessário, caso um cargo vague, alocar pessoas da própria organização, com os perfis correspondentes para o cargo, já mapeado dentro da empresa, sabendo que há um estudo sistemático capaz de detectar através dos treinamentos os possíveis sucessores.

     O mapeamento de competência e a formação de um banco de talentos possibilitam definir perfis profissionais que favoreçam a produtividade. Permitindo a intervenção caso exista ponto de insuficiência e aproveitando a melhor maneira o potencial existente. Fazendo necessários investimentos em treinamento, no desenvolvimento das equipes, possibilitando o aumento da produtividade e maximização dos resultados com o processo ganha ganha, tanto a empresa quanto o empregado.

     Como mensurar tudo isso? O gerenciamento deve ser realizado de modo imparcial, observando critérios passiveis de observação direta, as competências que o organizador requer. Tais como a criatividade, organização, liderança, negociação, comunicação, dinamismo, capacidade de trabalhar sobre pressão...

     De modo estrutural deve ser definindo o mapeamento de competência genérica, posteriormente os perfis específicos de cada grupo e função, dando entendimento do publico alvo, e a busca do feedback individual para realinhamento de perfis e através de dados coletados, trabalhar através de um software próprio, implantá-lo e implementá-lo o banco de talentos e treinar os usuários para o acompanhamento, e o desenvolvimento do individuo como colaborador.

domingo, 31 de outubro de 2010

Eletricidade Básica – Conceitos e Definições.

JLN, Augusto
Eletricidade Básica - Conceitos e Definições


 Conceitos e Definições.

Embora o fenômeno da eletricidade fosse conhecido há muito tempo a sua aplicação se dá apenas após a compreensão do átomo, fato que começou a ser estudado só a partir do século XIX. O desenvolvimento de métodos de pesquisa desvenda a estrutura do átomo, é sabido então que ele é formado por prótons, neutros e eletros, os prótons e neutros formam o núcleo e o elétron a eletrosfera, que gira em torno do núcleo, sendo ela composta de níveis de energia.
A eletricidade é então a parte da física que estuda os fenômenos que envolvem o comportamento dos elétrons. Estudos mostram que o prótons e elétrons tem cargas  opostas, convencionou-se então que o próton ter carga elétrica positiva e o elétron carga elétrica negativa, observou-se ainda que quando um átomo esta carregado positivamente e o outro negativamente há uma atração entre eles, fato que não ocorre quando eles tem a mesma carga, concluiu-se então que cargas de sinais iguais se repelem e cargas de sinais diferentes se atraem.
Coulomb, um estudioso dos fenômenos elétricos, estabeleceu a lei matemática pela qual podemos calcular a intensidade da força de interação entre cargas elétricas, o postulado diz o seguinte: A intensidade da força elétrica entre dois corpos é diretamente proporcional ao produto da quantidade de carga elétrica de cada carga e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa.

As matérias quanto ao comportamento elétrico podem ser classificadas em: condutores, semicondutores e isolantes.

Condutores – são aqueles em que as cargas elétricas possuem liberdade de movimento, os elétrons estão mais livres do núcleo.
Isolantes – opostos aos condutores, os elétrons estão ligados mais fortemente ao núcleo sendo de difícil liberação.
Semicondutores – são materiais de comportamento intermediário entre condutores e isolantes, sendo empregado em condições especificas.

Fluxo de corrente – quando um material carregado positivamente e o outro negativamente são ligados por um condutor, os eletros tendem a fluir no sentido carga negativa para cara positiva. Podemos dizer então que eletricidade é o fluxo da corrente, esse fluxo é medido em ampéres (A).

Corrente alternada (CA) – o valor da tensão e a da polaridade muda com o tempo.

Corrente continua (CC) – é a corrente que cuja magnitude e cujo sentido permanece constante.

Tensão – quando há diferença de potencial elétrico entre dois pontos a tendência é que ocorra um movimento dos elétrons pelo circuito, essa diferença de potencial é chamada tensão e é medida em Volts (V).

Resistência – é a restrição que os elétrons enfrentam ao atravessar um condutor, a resistência limita o fluxo da eletricidade, ela é medida em Ohm (Ώ).

Capacitor – dispositivo capaz de armazenar energia.

Indutor – a corrente que circula por um condutor gera um campo magnético ao redor, esse é o fenômeno de um fluxo magnético auto-induzido é chamado de indutância. Os elementos que geram grande indutância são chamados indutores.

Circuito elétrico – para ligar uma lâmpada, nos fechamos um circuito por meio de um interruptor, viabilizamos a passagem de corrente pelo condutor fazendo com que a lâmpada acenda. O caminho pelo qual uma corrente flui é chamado de circuito elétrico.

Sendo ligado um condutor a uma fonte de tensão, por ele irá circular uma corrente, George Ohm verificou que se fosse variada a tensão a corrente elétrica também variaria na mesma proporção, estabelecendo a Lei que recebeu o seu nome (Lei de Ohm), tratando de uma relação linear, ou seja, ao dobrar a tensão no mesmo condutor (para uma mesma resistência) a corrente também dobrará na mesma proporção, essa lei é expressa pela equação, V = R. I, onde V é a tensão, R a resistência, I a corrente que circula pelo condutor.
A eletricidade para ser utilizada realiza trabalho em unidade de tempo, que é medida e Watts (W). A Potência elétrica varia com a mudança da tensão ou com a intensidade da corrente. Conclui-se que Potência elétrica é a energia consumida ou produzida por unidade de tempo, ela é expressa pela seguinte equação: P = V. I, onde P é a potência, V é a tensão e I a corrente.

Referência Bibliográficas.

Hamilton, Eletricidade Básica, vol I.
Filho, Nestor Cortez S., Física Aplicada- Eletricidade Básica, Petrobrás, Curitiba, 2002.
Peixoto, Paulo, Manual de Electrotecnia – Componente teórica, 2002.